Até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou adiados: 14 fatores que merecem atenção

17/09/2026 às 08:30

Muitas vezes, paramos diante de uma porta aberta e esquecemos o que íamos buscar, ou perdemos as chaves de casa no meio da rotina agitada. Inegavelmente, esses pequenos lapsos de memória podem assustar, mas nem sempre são sinais de algo grave. Entretanto, quando falamos em prevenção da demência, a ciência acaba de nos dar uma notícia esperançosa e muito poderosa.


Segundo o relatório da Comissão Lancet de 2024, aproximadamente 45% dos casos de demência em todo o mundo podem ser prevenidos ou adiados através do controle de 14 fatores de risco modificáveis. Isso significa que quase metade do caminho para uma mente saudável está em nossas mãos, muito antes de a terceira idade chegar.


Baixa escolaridade: O aprendizado contínuo e o estímulo cognitivo precoce ajudam a construir uma reserva cerebral robusta, protegendo o cérebro contra o declínio funcional ao longo dos anos.


Perda auditiva: A redução da capacidade auditiva priva o cérebro de estímulos essenciais, acelerando o declínio cognitivo. O uso de aparelhos auditivos é um passo simples e muito eficaz na prevenção.


Traumatismo craniano: Evitar lesões na cabeça é uma medida vital de proteção a longo prazo. O uso de equipamentos de segurança em atividades físicas e no trânsito previne danos cerebrais evitáveis.


Hipertensão arterial: Controlar a pressão arterial é um pilar da saúde vascular. A hipertensão não tratada pode comprometer a irrigação sanguínea do cérebro, aumentando significativamente os riscos de demência.


Consumo excessivo de álcool: O excesso de álcool atua como uma neurotoxina. Limitar a ingestão é essencial para preservar a integridade dos neurônios e garantir o bom funcionamento das funções cerebrais.


Obesidade: Manter um peso saudável é crucial para evitar processos inflamatórios crônicos no organismo. O controle do peso impacta diretamente a saúde metabólica e a longevidade do cérebro.


Tabagismo: Abandonar o cigarro melhora a oxigenação do sangue e reduz os riscos vasculares. Parar de fumar é uma das ações mais benéficas para a circulação cerebral e o bem-estar geral.


Depressão: Cuidar da saúde mental é fundamental. O tratamento adequado da depressão ajuda a manter o equilíbrio emocional e protege o cérebro contra os efeitos deletérios do estresse crônico.


Isolamento social: Manter laços fortes com amigos e familiares desafia a mente e proporciona suporte emocional. A interação social é um exercício poderoso para manter o cérebro ativo e engajado.


Sedentarismo: A prática regular de exercícios estimula a neuroplasticidade e a criação de novas conexões cerebrais. O movimento é um dos melhores remédios para manter a mente ágil e saudável.


Poluição do ar: A exposição prolongada a ambientes altamente poluídos está associada ao declínio mental acelerado. Sempre que possível, busque áreas mais limpas e minimize o contato com agentes tóxicos.


Diabetes: O controle rigoroso da glicemia previne danos sérios aos vasos sanguíneos cerebrais. Manter o diabetes sob controle é uma estratégia central para proteger a integridade vascular do cérebro.


Colesterol LDL elevado: O controle dos níveis de colesterol é essencial para a saúde cardiovascular e, consequentemente, cerebral. Manter as taxas lipídicas equilibradas previne o  endurecimento das artérias.


Perda visual não tratada: Assim como a audição, a visão é uma porta de entrada para o mundo. Tratar problemas de visão garante que o cérebro continue recebendo todos os estímulos necessários para sua manutenção.


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