A saúde da mulher revela, atualmente, uma realidade que merece atenção cuidadosa e constante, porque os dados mais recentes mostram que elas enfrentam riscos crescentes tanto emocionais quanto físicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as mulheres têm quase duas vezes mais chances de desenvolver transtornos de ansiedade ao longo da vida e, desde a pandemia, esse número aumentou de maneira significativa em todo o mundo. No Brasil, conforme o Ministério da Saúde, mais de 30% das mulheres relatam sintomas de ansiedade e estresse contínuo, principalmente devido à sobrecarga da rotina, já que são elas que acumulam, em geral, trabalho, cuidado com filhos, tarefas domésticas e responsabilidades emocionais da família. Assim, não é surpresa que estudos de universidades internacionais mostrem índices elevados de exaustão, irritabilidade, insônia e fadiga profunda entre mulheres, algo que afeta diretamente o corpo, o humor e a saúde hormonal.
Além da saúde mental, outros aspectos continuam preocupando. Conforme dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama segue como o tipo mais frequente entre mulheres brasileiras, com estimativa de superar 78 mil novos casos por ano até 2028. Já o câncer do colo do útero, embora seja altamente prevenível e rastreável, ainda causa aproximadamente 17 mil novos casos anuais, sobretudo em regiões com menor acesso ao sistema de saúde. A mortalidade poderia ser drasticamente reduzida com acompanhamento regular, porque exames como a mamografia e o exame citopatológico (Papanicolau) identificam alterações precoces e aumentam muito as chances de cura. Ainda assim, muitas mulheres deixam de fazer esses exames por falta de tempo, medo ou por imaginarem que ¿está tudo bem¿ na ausência de sintomas, o que, infelizmente, não é verdade. Muitas doenças femininas são silenciosas e só aparecem quando já estão avançadas.
Quando ampliamos o olhar para doenças crônicas, percebemos que a prevenção se torna ainda mais urgente. Dados do Vigitel revelam que cerca de 24% das mulheres brasileiras têm hipertensão e que os índices de diabetes crescem todos os anos. Isso tudo ocorre enquanto o sedentarismo se mantém elevado e a qualidade do sono está em queda. A própria OMS alerta que noites mal dormidas alteram hormônios ligados ao apetite, ao humor e ao estresse, o que aumenta o risco de ganho de peso, depressão e doenças cardiovasculares. Portanto, a saúde da mulher precisa ser acompanhada de forma contínua, e não apenas ¿quando sobra tempo¿, porque o acúmulo de demandas e o atraso nos cuidados resultam em diagnóstico tardio, piora de sintomas e maior vulnerabilidade.
Nesse cenário, o Programa CONTIGO da Cabergs surge como uma resposta prática e acolhedora para transformar o cuidado feminino. O modelo de Atenção Primária à Saúde - APS organiza o acompanhamento clínico, identifica riscos antes que eles se tornem problemas, orienta exames preventivos e oferece suporte multiprofissional para saúde emocional, sono, alimentação, atividade física e doenças crônicas. Tudo isso ocorre de modo integrado e humanizado, permitindo que as mulheres não caminhem sozinhas diante da sobrecarga e das incertezas do cotidiano. Conforme mostram os estudos internacionais de APS, programas de acompanhamento contínuo reduzem em até 45% o risco de complicações e aumentam a adesão aos exames preventivos, o que se traduz em mais qualidade de vida e mais tranquilidade para o futuro.