O autismo na vida adulta está se tornando cada vez mais comum, principalmente porque muitos adultos estão recebendo o diagnóstico tardiamente e, assim, conseguem compreender vivências que sempre estiveram ali, mas nunca foram nomeadas. Atualmente, estudos da Universidade de Cambridge e da Duke University apontam que milhares de pessoas passaram a vida inteira mascarando sinais de autismo.
Dessa forma, o diagnóstico tardio tem sido um divisor de águas, pois transforma a maneira como a pessoa entende sua história, suas relações e suas necessidades emocionais e sensoriais.
Além disso, especialistas destacam que mais adultos estão buscando o diagnóstico. Isso acontece porque a conversa sobre saúde mental e neurodiversidade cresceu no Brasil, e novos métodos de avaliação tornaram o reconhecimento mais preciso em adultos.
Muitas pessoas chegam ao diagnóstico após um período de burnout, depressão ou crises de ansiedade. A OMS explica que adultos autistas não diagnosticados têm um risco maior de desenvolver problemas de saúde emocional. Por isso, receber o diagnóstico tardio não é "perder tempo", mas sim um passo importante para viver uma vida mais autêntica e alinhada à própria identidade.
A Cabergs discutiu esse tema profundamente no Conversa Cabergs, no episódio ¿Autismo e neurodiversidade¿, disponível em:
¿ https://www.youtube.com/watch?v=It53_fcENC0&t=10s
O reconhecimento tardio impacta rotinas, relações de trabalho, limites sensoriais e autoestima. Além disso, ele também oferece liberdade: é o momento em que muitos conseguem abandonar o autopoliciamento constante e passam a construir relações mais autênticas. Logo, falar de autismo na vida adulta não é apenas abordar diagnóstico, mas sobretudo acolher histórias de quem finalmente se reconhece.
Quer aprofundar esse tema? Procure o serviço social da Cabergs, nosso time de assistentes estão prontos para ajudar através do 0800 051 2142. Acesse também o Conversa Cabergs e compartilhe o episódio com quem pode se beneficiar dessa conversa.