O sedentarismo é silencioso e devastador. Você não sente dor, não há sintomas agudos, apenas a progressão lenta e constante da deterioração. A falta de atividade física está associada a aproximadamente 5,3 milhões de mortes por ano globalmente, segundo a OMS, rivalizando com tabagismo e obesidade como fator de risco modificável. No Brasil, dados recentes do Vigitel indicam que apenas 49% dos adultos nas capitais atingem as recomendações mínimas de atividade física (150 min/semana moderada ou 75 min vigorosa), o que significa que mais de metade da população está sedentária, acumulando riscos. Pesquisas de Harvard mostram que a cada 2 horas adicionais de sedentarismo por dia aumenta o risco de doença cardiovascular em 15%, diabetes em 7% e morte prematura em 13%. Portanto, a falta de atividade física não é apenas sobre estar "fora de forma", é sobre estar em risco real de morte.
Como o sedentarismo mata? Múltiplos mecanismos. Sem movimento, os músculos atrofiam e o metabolismo desacelera, você ganha peso, mesmo comendo igual. Gordura se acumula, especialmente visceral (ao redor de órgãos), que libera inflamação crônica. Pressão arterial sobe, colesterol descontrola, glicemia aumenta. Coração enfraquece, pulmões perdem capacidade. Ossos ficam frágeis. Cérebro sofre, cognição piora, depressão aumenta, demência fica mais provável. Intestino fica preguiçoso, causando constipação. Sono piora. Sistema imunológico enfraquece. Tudo isso junto cria tempestade perfeita para infarto, AVC, diabetes, câncer e morte prematura. E o pior? Você pode estar vivenciando tudo isso sem perceber, até que a crise chegue.
Os riscos do sedentarismo começam cedo. Crianças sedentárias viram adolescentes sedentários, que viram adultos sedentários. Hábitos formados aos 10 anos tendem a persistir. Além disso, o trabalho moderno agrava: muitos passam 8 ou mais horas sentados, dirigindo ou em frente a telas. À noite, chegam cansados e assistem TV. Fim de semana? Descanso (leia-se: mais sedentarismo). Ciclo vicioso.
A solução é simples em teoria, mas exige consistência na prática: atividade física e saúde caminham juntas. A OMS recomenda 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada (caminhada rápida, natação, ciclismo leve) ou 75 a 150 de vigorosa (corrida, ciclismo intenso, esportes). Além disso, fortalecimento muscular 2 ou mais dias por semana. Não precisa ser academia, pode ser caminhada, dança, yoga, trabalho de jardim, esportes com amigos. O importante é mover-se regularmente e elevar a frequência cardíaca.
Comece pequeno: 10 minutos por dia é melhor que zero. Depois, aumente para 20, 30. Integre movimento na rotina: suba escadas, caminhe para trabalho, faça exercício enquanto assiste TV. Convide amigos, o movimento social é mais prazeroso e sustentável. Encontre algo que goste: se odeia corrida, não corra, caminhe, dance, ande. Consistência importa mais que intensidade. Pesquisas mostram que pessoas que se movem regularmente (mesmo moderadamente) vivem 7 a 10 anos a mais que sedentárias, com melhor qualidade de vida. Portanto, investir em movimento é investir em longevidade.
O CONTIGO oferece avaliação de sua condição física atual, orientação sobre atividade física e saúde personalizada conforme sua idade, saúde e objetivos, e acompanhamento contínuo para garantir que mantenha o ritmo. A equipe trabalha junto para transformar sua relação com movimento, não como punição, mas como prazer e cuidado de si. Assim sendo, este fevereiro é o momento! Saia do sedentarismo, comece a se mover e viva mais e melhor.