Em primeiro lugar, a prevenção e cura da hanseníase depende de informação clara, diagnóstico precoce e adesão ao tratamento. Embora ainda exista estigma e desinformação, a doença tem cura e o tratamento é ofertado gratuitamente pelo SUS.
A OMS classifica o Brasil entre os países prioritários, com mais de 10 mil casos novos por ano, Razão pela qual é muito importante reconhecer sinais como:
Manchas na pele com alteração de sensibilidade (calor ou dor);
Formigamentos, dormência em mãos e pés;
Espessamento de nervos periféricos;
Dor nos trajetos dos nervos.
Se identificar algum destes sintomas, buscar atendimento rápido é decisivo para evitar sequelas. Após o início do tratamento específico, a transmissibilidade cai rapidamente. Portanto, iniciar o tratamento cedo interrompe a cadeia de contágio e previne incapacidades permanentes.
A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium Leprae e se transmite por gotículas respiratórias durante contato prolongado com a pessoa não tratada. Entretanto, nem todos expostos desenvolvem a doença, a maioria das pessoas tem imunidade natural. Os sinais aparecem gradualmente, podendo levar meses ou anos, por isso, estar atento é fundamental. Não é necessário esperar piorar; o diagnóstico precoce é a chave.
O tratamento é simples: medicamentos de via oral durante 6 a 12 meses, dependendo do tipo. A maioria dos pacientes recupera-se bem e retoma atividades normais. Além disso, após 2 a 4 semanas de tratamento, você deixa de transmitir, logo, pode conviver normalmente com família e amigos. O estigma histórico (isolamento em colônias) é coisa do passado, hoje, a hanseníase é tratada como qualquer outra doença infecciosa.
Em caso de suspeita, procure a Cabergs, onde receberá maiores orientações e encaminhamento para avaliação clínica com agilidade, garantindo acompanhamento longitudinal e suporte durante o tratamento. Suspeitou de algum sinal? Agende logo uma avaliação. Informação e ação salvam vidas.