O fim de ano chega com brilho, festas e expectativas, mas também traz pressão, cansaço e, para muitos, sofrimento emocional. É o que especialistas chamam de "síndrome do final de ano" ou "dezembrite", um fenômeno bem documentado que afeta a saúde mental de milhões de brasileiros.
Dados mostram que 75% das pessoas apresentam maior estresse no final do ano em comparação com outros meses, e o Brasil lidera globalmente em casos de ansiedade, com 9,3% da população afetada por transtornos de ansiedade, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, o Brasil é o 4º país mais estressado do mundo, com 42% da população relatando esse sentimento. Assim sendo, cuidar da saúde mental no fim de ano não é luxo, é uma necessidade urgente.
As causas dessa sobrecarga emocional são múltiplas. Pressões sociais para estar feliz e celebrativo, cobranças internas por alcançar metas anuais, encontros familiares nem sempre harmoniosos, comparações nas redes sociais e a sensação de que o ano "passou rápido demais" criam uma tempestade perfeita de estresse e ansiedade. Igualmente, pessoas que enfrentam luto, solidão ou dificuldades financeiras sentem o peso do período ainda mais intensamente, pois a cultura de "felicidade obrigatória" nas festas amplifica a sensação de isolamento. Portanto, reconhecer que é normal sentir tristeza, ansiedade ou cansaço no fim de ano é o primeiro passo para cuidar da saúde mental no fim de ano com compaixão ¿ não com culpa.
Estratégias práticas podem transformar o período. Estabeleça limites realistas: você não precisa atender todos os convites, preparar refeições perfeitas ou comprar presentes caros. Escolha o que realmente importa e deixe ir o resto.
Em segundo lugar, priorize sono de qualidade. A fadiga amplifica ansiedade e irritabilidade, portanto dormir bem é investimento em saúde mental. Além disso, mantenha atividades físicas, mesmo que simples: uma caminhada de 20 minutos reduz significativamente os níveis de cortisol (hormônio do estresse).
Igualmente é importante desacelerar. Reserve tempo para atividades que tragam paz, como meditação, leitura, banho relaxante ou simplesmente estar em silêncio. Desconecte-se das redes sociais periodicamente; evite comparações, pois alimenta a ansiedade e diminui a autoestima. Concentre-se em pequenas conquistas do ano e valorize-as, em vez de focar em metas não alcançadas.
Conecte-se genuinamente com pessoas que importam. Conversas profundas, sem pressa, com amigos e família são terapêuticas, mas apenas se forem autênticas, não performáticas. Se está sozinho ou longe de quem ama, procure comunidades, voluntariado ou atividades coletivas que tragam sentimento de pertencimento.
Além disso, reconheça quando a saúde mental de fim de ano exige ajuda profissional. Se sente depressão, ansiedade intensa, pensamentos suicidas ou desespero, procure um psicólogo ou psiquiatra sem hesitar. A Cabergs oferece acesso a profissionais de saúde mental através do programa CONTIGO, que inclui consultas com psicólogos, psiquiatras e orientação para cuidados emocionais. Não há vergonha em pedir ajuda; afinal, cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar do corpo.
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