O Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplante do mundo, com 90% dos procedimentos realizados pelo SUS. Em 2023, houve um aumento de 17% nas doações, mas o crescimento estagnou em 2024, quando o número de cirurgias teve uma leve redução. Contudo a lista de espera cresceu significativamente, nesse mesmo período, saltou de 50 para 78 mil pessoas aguardando por um transplante no país.
Em virtude do aumento de 56% da fila de espera, é importantíssimo debater o tema no Dia Nacional da Doação, celebrado dia 27, marcando o Setembro Verde, uma iniciativa criada pelo Ministério da Saúde há mais de 20 anos.
Um doador salva até 8 vidas
Apenas um único doador de órgãos pode beneficiar até oito pessoas, já que é possível doar coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas e tecidos como as córneas. Além disso, a taxa de sucesso dos transplantes no Brasil é bastante elevada: por exemplo, o transplante de rim apresenta índices de sobrevida superiores a 90% no primeiro ano após o procedimento, enquanto o transplante de fígado ultrapassa 80% de sucesso no mesmo período. Esses resultados mostram que a doação de órgãos não só salva vidas, mas também devolve qualidade e esperança a milhares de famílias todos os anos.
Números oficiais apontam que somente em 2024, o Brasil bateu recorde histórico com mais de 30 mil pessoas beneficiadas por transplantes de órgãos e tecidos. Entre 2021 e 2024, estima-se que mais de 108 mil brasileiros tiveram suas vidas salvas ou significativamente melhoradas por meio de transplantes, evidenciando o impacto positivo e transformador da doação de órgãos no país.
O preconceito com a doação
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a oferta de órgãos ainda está longe de atender à demanda global, o que reforça a importância de campanhas como o Setembro Verde. Estudos de universidades renomadas, como USP e UFMG, mostram que as principais barreiras para a doação não é a estrutura, mas sim a desinformação e os mitos. Muitas famílias recusam a doação por desconhecerem a vontade do ente querido ou por acreditarem em informações equivocadas, como o medo de desfiguração do corpo. No entanto, a retirada dos órgãos é feita com respeito e a morte encefálica é confirmada por protocolos rigorosos.
Contamos com você para promover o debate
No Brasil, mesmo que a pessoa tenha manifestado o desejo de ser doadora, a autorização final cabe à família. Por isso, conversar abertamente sobre o tema é fundamental. A Cabergs é uma defensora ativa da doação de órgãos! Estamos à disposição para esclarecer qualquer dúvida que nossos beneficiários possam ter sobre o tema.
Doar órgãos é um ato de amor e responsabilidade social que pode ser a diferença entre a vida e a morte para alguém. Que tal aproveitar o Setembro Verde para conversar com sua família e compartilhar essa ideia através do nosso podcast Conversa Cabergs?
Neste episódio abordamos o tema da doação de órgãos com a experiência de Liège Gautério, uma mulher que, há 15 anos, recebeu um transplante de pulmão que mudou a sua vida e ressignificou todas as suas conquistas.