O Dia Mundial do Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, é uma data fundamental para conscientizar a sociedade sobre a doença, seus impactos e a importância do diagnóstico precoce. Afinal, o Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por cerca de 60% a 70% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com algum tipo de demência, totalizando cerca de 2,71 milhões de pessoas - um número que tende a crescer devido ao envelhecimento populacional. Portanto, entender os sintomas do Alzheimer e saber como oferecer apoio é essencial para garantir qualidade de vida aos pacientes e suas famílias.
Identificar os sintomas logo no início pode fazer toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida do paciente. O primeiro sinal mais comum é a perda de memória recente, manifestando-se por esquecimentos frequentes de informações recém-adquiridas ou de compromissos do dia a dia. Além disso, outros sintomas iniciais incluem repetição constante das mesmas perguntas ou histórias, dificuldade para acompanhar conversas ou pensamentos complexos, incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas simples, desorientação em lugares conhecidos ou dificuldade para encontrar caminhos, dificuldade para encontrar palavras ou nomear objetos e mudanças de humor, como irritabilidade, apatia ou desconfiança injustificada.
Com a progressão da doença de Alzheimer, sintomas como desorientação no tempo e espaço, dificuldade para realizar tarefas cotidianas, alterações de personalidade e perda de autonomia tornam-se mais evidentes. Diversos fatores aumentam o risco de desenvolver a doença. A idade avançada e o histórico familiar são os principais, mas doenças crônicas como hipertensão, diabetes, obesidade e depressão não tratadas também desempenham papel importante.
Além disso, baixo nível de escolaridade, tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e isolamento social são fatores de risco modificáveis. Surpreendentemente, estudos internacionais e nacionais, como o Relatório Nacional sobre Demência do Ministério da Saúde, apontam que até 45% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ou retardados com o controle desses fatores.

O diagnóstico de Alzheimer afeta profundamente não só o paciente, mas também familiares e cuidadores. O apoio familiar é essencial para garantir bem-estar e dignidade, assim como buscar informações confiáveis, como as oferecidas pela CABERGS, faz toda a diferença nesse processo. Procurar participar de programas como o "
De Bem com a Vida", que estimula hábitos saudáveis, autocuidado e promove encontros - ações fundamentais tanto para a prevenção quanto para o suporte aos portadores da doença e suas famílias.
Embora a doença ainda não tenha cura, a prevenção e o diagnóstico precoce ajudam a retardar sua evolução e proporcionam mais autonomia ao idoso. Se notar sintomas em um familiar ou amigo, não hesite em buscar ajuda profissional - o cuidado começa com a informação e o suporte adequado.