88% das crianças e adolescentes jogam on-line: quando a diversão começa a afetar a saúde mental?

20/08/2026 às 08:30

Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil (2023), realizada pelo Cetic.br, cerca de 88% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos no Brasil utilizam a internet para jogar. Inegavelmente, a relação entre jogos e saúde mental tornou-se um dos temas mais urgentes nas discussões familiares contemporâneas.


Embora o ato de jogar seja uma forma legítima de lazer e socialização, o uso excessivo de telas pode esconder riscos que exigem atenção imediata dos pais e responsáveis. Assim sendo, identificar o limite entre o entretenimento saudável e o comportamento de risco é essencial para proteger o desenvolvimento emocional dos jovens.


O limite entre o lazer e o transtorno relacionado a jogos

A princípio, os jogos digitais oferecem benefícios como o estímulo ao raciocínio lógico e a melhoria da coordenação motora, que aliados às redes sociais, também geram a socialização. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu oficialmente o transtorno relacionado a jogos na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) em 2022. Esse diagnóstico não se baseia apenas no tempo total de exposição, mas primordialmente na perda de controle sobre o hábito e na priorização do jogo em detrimento de atividades vitais. 


Se o jovem deixa de comer, dormir ou interagir socialmente no mundo real, para permanecer conectado, a conta do jogo costuma chegar na forma de isolamento, queda no rendimento escolar e irritabilidade severa.


Sinais de alerta para a dependência em jogos digitais

Ademais, é fundamental observar mudanças bruscas de comportamento que indiquem uma possível dependência em jogos digitais. Conforme orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP, 2024), o vício em jogos manifesta-se frequentemente através de ansiedade extrema quando o acesso às telas é interrompido. 


O excesso de jogos eletrônicos também pode causar fadiga ocular, dores posturais e distúrbios do sono, afetando o equilíbrio físico do adolescente. Portanto, o monitoramento preventivo deve focar na qualidade do engajamento com os jogos on-line e saúde mental, garantindo que a tecnologia não se torne um refúgio para problemas emocionais não resolvidos.



Na Cabergs, compreendemos que o cuidado com a saúde deve ser integral, abrangendo todas as fases da vida e os novos desafios da era digital. Por meio do suporte da nossa rede credenciada, e focados na prevenção, auxiliamos as famílias a identificarem comportamentos que podem comprometer o bem-estar dos filhos. 


Afinal, promover um uso consciente das ferramentas digitais é garantir que a diversão continue sendo saudável. A tecnologia deve ser uma aliada do desenvolvimento, e não um obstáculo para um pleno desenvolvimento e à convivência familiar. Logo, estar presente e atento aos sinais de alerta é a melhor forma de evitar que o lazer se transforme em transtorno. Por fim, o equilíbrio é a chave para que a saúde mental das crianças e adolescentes seja preservada diante das telas.


Você conhece algum pai ou mãe que está lidando com esse desafio em casa? Compartilhe este conteúdo e ajude a espalhar informações importantes sobre o uso saudável dos jogos digitais!