A relação entre futebol e saúde é mais profunda do que parece. Um estudo conduzido pela Universidade de Munique em 2008 analisou torcedores durante a Copa de 2006 e constatou que o risco de eventos cardíacos aumentou em 2,7 vezes durante jogos decisivos da seleção alemã. No Brasil, cardiologistas do Hospital do Coração identificaram padrão semelhante durante partidas tensas de campeonatos nacionais.
Os motivos são claros. Assim também como em outras situações de forte estresse emocional, o corpo libera adrenalina, aumenta a pressão arterial e acelera a frequência cardíaca. A Associação Americana do Coração (AHA, 2023) destaca que essas alterações aumentam o risco de arritmias, infartos e crises hipertensivas, especialmente em pessoas com doenças cardiovasculares pré-existentes. Portanto, mesmo quem parece saudável deve ficar atento.
Além disso, os hábitos comuns em dias de jogos contribuem para o risco cardíaco. O consumo excessivo de álcool, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) associa ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, é frequentemente acompanhado por alimentos ricos em sódio e gorduras. Ainda existem longos períodos sentado e a ausência de hidratação adequada prejudicam ainda mais a saúde masculina, que historicamente procura menos serviços preventivos, conforme aponta o Ministério da Saúde.
Enquanto isso, estudos da Universidade de São Paulo mencionam que o estresse emocional intenso pode causar a chamada ¿síndrome do coração partido¿ (Takotsubo), um quadro grave provocado por emoções fortes, como gols no último minuto ou decisões por pênaltis. Logo, assistir a jogos emocionantes exige equilíbrio físico e mental.
Assim sendo, a orientação é clara: controle da pressão arterial, hidratação, moderação no álcool, atenção aos sinais do corpo e pequenas pausas durante os jogos são fundamentais para reduzir riscos. Afinal, torcer deve ser prazeroso, e não perigoso.
Compartilhe este conteúdo com amigos e familiares que também torcem intensamente. A informação salva vidas.