A tuberculose não é coisa do passado, e ignorar sinais pode custar vidas. Em 2024, a doença voltou a ser a principal causa de morte por um único agente infeccioso no mundo, superando a COVID-19. Estimativas globais indicam que aproximadamente 10,7 milhões de pessoas contraíram a doença em 2024 e cerca de 1,23 milhão morreram devido à enfermidade.
No Brasil, a tuberculose segue como prioridade de saúde pública e o país permanece entre os prioritários para a OMS. Em 2024, foram registrados cerca de 85 mil casos novos, com incidência estimada entre 39,8 e 49 casos por 100 mil habitantes, a depender da região. Aproximadamente 6 mil pessoas morrem anualmente por TB no país. Os dados de 2025 ainda não foram divulgados, mas a tendência é de manutenção desses números.
Há avanços concretos, a taxa de detecção alcançou 89%, uma das mais altas do mundo, e o Teste Rápido Molecular passou a responder por 63,1% dos diagnósticos, frente a 26,7% de 10 anos atrás. Ainda assim, determinantes sociais como pobreza, moradia precária e aglomerações mantêm a transmissão ativa e exigem ação coordenada do sistema de saúde e políticas intersetoriais.
A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium Tuberculosis e se transmite pelo ar quando uma pessoa infectada tossir, falar ou cantar. Ambientes fechados e mal ventilados aumentam o risco, assim como o contato próximo e prolongado com o doente. Não há transmissão por talheres, copos ou aperto de mão.
Os sinais que acendem alerta incluem tosse por três semanas ou mais, com ou sem catarro e, às vezes, com sangue, febre baixa no fim do dia, suores noturnos, perda de peso não intencional, cansaço, dor no peito e falta de ar. Em crianças, podem predominar irritabilidade, falta de apetite e dificuldade da criança em ganhar peso. Diante de tosse persistente, especialmente quando associada a emagrecimento e sudorese noturna, procure avaliação em uma unidade de saúde.
O ponto de partida é a avaliação clínica e o Teste Rápido Molecular, que detecta DNA do bacilo e sinaliza resistência à rifampicina, encurtando o tempo até o início do tratamento. Para contatos sem sinais de doença ativa, testes de infecção latente, como TST ou IGRA, podem ser indicados de acordo com risco e faixa etária.
No Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24/03), a vigilância e a adesão ao tratamento continuam sendo essenciais para reverter a situação, pois encurtar o intervalo entre o início dos sintomas e o início da terapia reduz a transmissão e melhora desfechos clínicos, algo essencial onde há maior vulnerabilidade social.
A tuberculose tem cura quando diagnosticada e tratada de forma oportuna, mas continua exigindo vigilância, adesão e combate. No mundo, 10,7 milhões de adoecimentos e 1,23 milhão de mortes em 2024 mostram que a doença segue entre as principais causas de óbito evitável. No Brasil, com 85 mil casos novos e cerca de 6 mil mortes ao ano, a combinação de detecção elevada, uso ampliado do Teste Rápido Molecular e apoio à adesão pode acelerar o controle, desde que não se ignorem os determinantes sociais.
O programa CONTIGO, juntamente com o programa INSPIRAR, ambos da Cabergs, acolhem sintomas respiratórios, organizam consultas e exames, orientam sobre o tratamento e dão todo o acompanhamento que os beneficiários necessitam.
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